Corrupção. Situação em que uma pessoa numa posição de poder recebe uma vantagem indevida em troca da prestação de um serviço. Sobretudo, um flagelo social com inúmeros efeitos perversos: redução do crescimento económico e do investimento; diminuição da produtividade; aumento da desconfiança interpessoal e institucional; aumento das desigualdades; perturbação da legitimidade governativa. A corrupção abala o sentimento cívico de uma comunidade, dilui as normas e os valores sociais de reciprocidade, esvazia a justiça, distorce a competição e constitui uma incubadora para o crime.
Quem a pratica, está embebido numa sociedade e partilha de uma cultura que pode ser mais ou menos permissiva face a comportamentos corruptos. Assim, o caso de corrupção que vem a público dificilmente será um caso isolado e facilmente será a ponta de um iceberg, particularmente em sociedades mais permissivas.
Seremos nós, portugueses, permissivos face à corrupção? Será que praticamos comportamentos a ela associados no nosso dia-a-dia? Ou é a corrupção um fenómeno restrito ao poder político, especialmente aos partidos do eixo do poder? Que medidas de combate à corrupção temos e até que ponto são efetivas? Irá o caso influencer constituir um alerta e uma alavanca no combate à corrupção em Portugal que permita extrair medidas concretas e resultados práticos?
Conversei sobre corrupção com Karina Carvalho – Diretora executiva da Transparência Internacional Portugal
Encontra mais informação sobre a Transparência Internacional Portugal em
https://transparencia.pt/
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